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06 de novembro | 10:09

Mina de diamante revela dinossauro de 118 milhões de anos



 

Uma das maiores minas de diamantes na África, a Catoca, em Angola, na qual a empresa brasileira Odebrecht é uma das sócias, escondia um dinossauro de 118 milhões anos de idade. No mesmo local, foram encontradas pegadas de um crocodilo e de mamíferos. A descoberta, que paralisou parte da mina por oito meses, será apresentada esta semana no encontro anual da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados (SVP) em Berlim, na Alemanha.

 

As pegadas de mamíferos mostram um animal de tamanho guaxinim, durante uma época em que a maioria dos animais dessa classe era do tamanho de um rato. Cerca de 70 pegadas distintas foram recuperados na mina de Catoca. Todas as pegadas foram encontrados em uma pequena bacia sedimentar, formada há cerca de 118 milhões de anos, durante o período Cretáceo Inferior, na cratera de um tubo de kimberlito.

A mais importante destas descobertas são aqueles cuja morfologia é atribuível a uma grande pegada de mamífero, do tamanho de um guaxinim moderno. Não há nenhuma evidência de ossos ou dentes de um mamífero tão grande do Cretáceo Inferior na África ou em outras partes do mundo.

O tamanho do esqueleto dos mamíferos mais comparável é conhecido da China, e é 4 a 7 milhões de anos mais velho do que os indícios encontrados em Angola. O animal tem um comprimento cabeça-corpo estimado entre 42 e 68 centímetros, mas porque está faltando mãos e pés, uma comparação com as pegadas de Catoca não é possível.

Perto dali, 18 pegadas de saurópodes também foram encontrados, com uma impressão de pele preservada. Estas são as primeiras pegadas de dinossauro encontradas em Angola, e foram descobertos pelo mesmo paleontólogo, Octávio Mateus, que encontrou Angolatitan adamastor, primeira espécie de dinossauro descoberta em Angola, em 2005.

Outro rastro foi atribuída a uma pegada de Crocodilomorph, um grupo que inclui todos crocodilos modernos e parentes extintos, e tem uma marca de mão lateralmente única.

As pegadas do Catoca representam os primeiros fósseis do interior de Angola já encontrados. As primeiras pegadas de mamíferos foram descobertos em dezembro de 2010 pelo geólogo da mina Vladimir Pervov que contatou o paleontólogo Octávio Mateus, que visitou e coletou as pegadas em julho de 2011 e encontrou as pegadas de dinossauros.

Os resultados do trabalho de Mateus, Pervov e mais quatro autores, intitulado “Early Cretaceous tracks of a large mammaliamorph, a crocodilomorph, and dinosaurs from an Angolan diamond mine” foi apresentado hoje (5), em Berlim, no encontro da SVP.

Por quase oito meses, a Mina de Catoca, quarta maior mina de diamantes do mundo, parou a mineração do setor, a fim de preservar os resultados e tornar o estudo possível. Este trabalho é parte do projeto PaleoAngola, um programa científico de colaboração entre várias instituições internacionais com o objetivo de pesquisar e promover paleontologia vertebrada em Angola.

 

Fonte: http://www.noticiasdemineracao.com/StoryView.asp?sectionsource=s&StoryID=826938175

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