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19 de janeiro | 12:13

Brasil precisa criar bolsa de mineração

Desde 2013  temos insistido que a mineração do Brasil só vai se desenvolver se desburocratizarmos, termos um licenciamento que possa ser adequado ao risco e tamanho do empreendimento e, mais importante, termos acesso a investimento através de uma bolsa que financie a mineração. Neste ano, estivemos com Rodrigo Maia para apresentar o projeto da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM) e sugerimos o uso da bolsa do Rio, fundada em 1820, que por sinal está parada desde 2002.

Levamos a ideia à Firjan em maio do ano passado, citamos os casos de sucesso e empreendedorismo no mundo mineral, que são o Canadá e a Austrália. Esses países crescem e diversificam o pool de commodities produzidas. Já o Brasil pode se beneficiar criando um regime parecido com o do Canadá como faz hoje com a Lei do Audiovisual, e o Rio de Janeiro sediando a bolsa de valores de Mid Market. 

“A Toronto Stock Exchange (TSX) é a Meca das Cias de mineração  com quase 1200 empresas listadas avaliadas em C$300 Bilhões (2018), seguida da Australian Securities Exchange (ASX) com 700 empresas listadas. E se a Austrália perde em número de empresas listadas ou valor de mercado, a ASX por sua vez ganha em importância, porque é lá que se negociam  as principais ações das BHP e RTZ das maiores empresas de mineração do mundo. Não temos dúvida de como a cidade do Rio de Janeiro é sempre a escolhida pelas mineradoras estrangeiras e pela Vale para suas sedes e vocação do Rio atrair e sediar esta bolsa”, afirmamos no documento.

Ainda em 2019, levamos o tema à Confederação Nacional da Indústria (CNI) e eles se entusiasmaram com a ideia. Um grupo de estudo foi formado entre CNI, Firjan e ABPM.

Agora vejo que nosso governo, de maneira independente, compra a ideia de bolsa para pequenos IPO`s. De acordo com matéria publicada pelo jornal Valor Econômico na sexta-feira (17), será retomada a proposta que permite a redução dos custos de captação de recursos no mercado de capitais por pequenas e médias empresas. A minuta de projeto de lei que será encaminhada para ao Congresso visa dar à CVM a possibilidade de aplicar descontos regulatórios às companhias que têm faturamento bruto anual inferior a R$ 500 milhões. 

O nosso projeto prevê investimento incentivado e em breve queremos levá-lo ao MF! Ainda neste governo esperamos que o pequeno médio minerador possa financiar aqui no Brasil seu projeto, isto irá movimentar não só a mineração, mas escritórios de advocacia, contabilidade, empresas de auditoria, empregar geólogos, engenheiros de minas etc.

 

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