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Marca :: ABPM

O papel das ofertas públicas no ambiente de negócios na mineração

Publicada no dia 19 de Janeiro de 2021

O papel das ofertas públicas no ambiente de negócios na mineração <div style="text-align: justify;">Esta iniciativa foi muito celebrada pelo setor mineral, na medida em que poderia, de fato,</div> <div style="text-align: justify;">recolocar o Brasil na rota dos investidores nacionais e estrangeiros se fossem ofertadas &aacute;reas em ambientes geologicamente interessantes. No entanto, o esfor&ccedil;o despendido pode n&atilde;o surtir o efeito esperado com essas Ofertas P&uacute;blicas, seja porque o conjunto das &aacute;reas constantes do portf&oacute;lio do edital n&atilde;o seriam t&atilde;o atrativas, seja porque perde-se a oportunidade de se aproveitar enorme fluxos de investimento em um momento de &oacute;timo pre&ccedil;o das commodities minerais.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Essa pol&ecirc;mica tem se estabelecido comumente nas discuss&otilde;es entre agentes da ind&uacute;stria mineral, que podem refletir como questionamentos da pr&oacute;pria sociedade brasileira. Para se fazer uma reflex&atilde;o mais aprofundada e consistente, &eacute; importante que se analise as &aacute;reas ofertadas para lavra e pesquisa neste &uacute;ltimo edital.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">No tocante &agrave;s &aacute;reas de Lavra, observa-se que muitas delas foram descobertas h&aacute; d&eacute;cadas, algumas nos anos setenta, por exemplo. Sendo que a maioria nunca sequer entrou em produ&ccedil;&atilde;o. Ou seja, est&atilde;o h&aacute; d&eacute;cadas sem que haja qualquer atividade, sendo imposs&iacute;vel presumir o seu potencial econ&ocirc;mico at&eacute; mesmo para empresas menores.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Verifica-se, tamb&eacute;m, que tais &aacute;reas ocupam um total de 600 km quadrados, o equivalente aquase duas vezes o munic&iacute;pio de Belo Horizonte, em Minas Gerais, sendo, em sua maioria, voltadas para subst&acirc;ncias de emprego imediato &agrave; constru&ccedil;&atilde;o civil. S&atilde;o 204 para argilas e rochas ornamentais e apenas 13 para minerais met&aacute;licos. &Eacute; interessante analisar, tamb&eacute;m, a distribui&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas ofertadas, fato, at&eacute; certo ponto, surpreendente. Das 270 &aacute;reas colocadas em disponibilidade para manifesta&ccedil;&atilde;o de interesse visando concess&otilde;es de lavra, 174 est&atilde;o em cinco estados, sendo 56 em Santa Catarina, 40 em S&atilde;o Paulo, 33 em Goi&aacute;s, 29 em Minas Gerais e 16 no Rio Grande do Norte.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas para pesquisa mineral, estas ocupam uma extens&atilde;o de cerca de 23.000 Km&sup2;, um pouco maior que o estado de Sergipe, menor estado da federa&ccedil;&atilde;o. Assim como nas &aacute;reas de lavra, as &aacute;reas ofertadas para pesquisa mineral s&atilde;o em sua maioria destinadas a subst&acirc;ncias voltadas &agrave; constru&ccedil;&atilde;o civil, sendo 3.494 &aacute;reas para argilas e rochas, 2.295 para met&aacute;licos e 595 para agrominerais. A distribui&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas dessa oferta p&uacute;blica recai, em sua maioria, sobre cinco estados, sendo a lista composta por 3.694 &aacute;reas, e 1.181 localizam-se na Bahia, 971 em Minas Gerais, 566 em Goi&aacute;s, 496 no Cear&aacute; e 480 em Santa Catarina.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Em resumo, a iniciativa do 2&ordm; edital de disponibilidade publicado em dezembro, apesar de importante, est&aacute; longe de representar uma mudan&ccedil;a de paradigma, ou mesmo de vir a promover eventual aumento na arrecada&ccedil;&atilde;o no curto prazo. Tamb&eacute;m, n&atilde;o deve eliminar os principais problemas do setor mineral brasileiro, tais como superar a concentra&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas por poucas empresas, disponibiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas com diversifica&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias, est&iacute;mulo &agrave; preval&ecirc;ncia de empresas de pequeno porte e m&eacute;dias (juniores) em metais nobres, uma efetiva promo&ccedil;&atilde;o de novas descobertas, e, principalmente, trazer de volta o interesse do investidor estrangeiro e dos bancos, como ocorreu no boom de 2007/2008.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">A retomada das disponibilidades por meio de ofertas p&uacute;blicas, portanto, deve funcionar mais como uma sinaliza&ccedil;&atilde;o da retirada de obst&aacute;culo ao desenvolvimento do setor e deve ser intensificada, uma vez que ainda temos um estoque adicional de quase 70.000 &aacute;reas para serem colocadas em ofertas p&uacute;blicas.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Um bom indicador dessa afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; que ao se analisar o volume das &aacute;reas ofertadas versus a arrecada&ccedil;&atilde;o atual da Cfem, percebe-se um certo desencontro, pois, onde se localizam as &aacute;reas dispon&iacute;veis n&atilde;o necessariamente s&atilde;o os locais com maior favorabilidade para descoberta de jazidas, como se v&ecirc; no quadro a seguir:</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;"> <table border="1" cellpadding="0" cellspacing="0"> <tbody> <tr> <td style="width:32px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">Estado</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>Lavra</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>CFEM</p> </td> <td style="width:31px;height:19px;"> <p>Estado</p> </td> <td style="width:23px;height:19px;"> <p>Pesquisa</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">CFEM</p> </td> </tr> <tr> <td style="width:32px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">Santa Catarina</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>56</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>8&deg;</p> </td> <td style="width:31px;height:19px;"> <p>Bahia</p> </td> <td style="width:23px;height:19px;"> <p>1181</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">4&deg;</p> </td> </tr> <tr> <td style="width:32px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">S&atilde;o Paulo</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>40</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>6&deg;</p> </td> <td style="width:31px;height:19px;"> <p>Minas Gerais</p> </td> <td style="width:23px;height:19px;"> <p>971</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">2&deg;</p> </td> </tr> <tr> <td style="width:32px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">Goi&aacute;s</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>33</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>3&deg;</p> </td> <td style="width:31px;height:19px;"> <p>Goi&aacute;s</p> </td> <td style="width:23px;height:19px;"> <p>566</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">3&deg;</p> </td> </tr> <tr> <td style="width:32px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">Minas Gerais</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>29</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>2&deg;</p> </td> <td style="width:31px;height:19px;"> <p>Cear&aacute;</p> </td> <td style="width:23px;height:19px;"> <p>496</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">18&deg;</p> </td> </tr> <tr> <td style="width:32px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">Rio G. Norte</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>16</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p>23&deg;</p> </td> <td style="width:31px;height:19px;"> <p>Santa Catarina</p> </td> <td style="width:23px;height:19px;"> <p>480</p> </td> <td style="width:17px;height:19px;"> <p style="margin-left:.05pt;">8&deg;</p> </td> </tr> </tbody> </table> </div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Observando o quadro, em que consta de forma ordenada os estados com maior n&uacute;mero de &aacute;reas dispon&iacute;veis e sua posi&ccedil;&atilde;o na arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos minerais em 2020, pode-se indagar: (1) por que Par&aacute;, o l&iacute;der, seguido por Bahia e Mato Grosso respectivamente, quarto e quinto lugares em arrecada&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o figuram na lista dos estados com maiores ofertas para Lavra? (2) por que o Par&aacute; e Mato Grosso, respectivamente l&iacute;der e quinto lugar em arrecada&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o figuram na lista dos estados com maiores ofertas de Pesquisa? (3) por que Santa Catarina lidera em lavra e, tamb&eacute;m, consta com uma das maiores concentra&ccedil;&otilde;es de &aacute;reas ofertadas para pesquisa mineral, se possui pouca relev&acirc;ncia no cen&aacute;rio mineral? Essas s&atilde;o perguntas que precisariam de respostas objetivas, pois, certamente, as ofertas p&uacute;blicas podem, sim, dinamizar o setor, mas cabe &agrave; ANM direcionar esfor&ccedil;os em locais mais favor&aacute;veis.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Vale destacar, ainda, que al&eacute;m do passivo de 70.000 &aacute;reas retidas para disponibilidade, somam-se quase 1.000 &aacute;reas/m&ecirc;s que decaem por motivos diversos, j&aacute; comentados aqui.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Tamb&eacute;m, &eacute; importante que se elimine, no menor prazo, esse passivo de &aacute;reas retidas. Deve- se ter em mente, ainda, que h&aacute; quase 50.000 requerimentos diversos n&atilde;o analisados pela ANM, aguardando a publica&ccedil;&atilde;o de seus alvar&aacute;s de pesquisa. Portanto, o desafio &eacute; muito maior. Na verdade, h&aacute; que se despender um grande esfor&ccedil;o para destravar as quase 120.000 &aacute;reas retidas sem editais de ofertas p&uacute;blicas ou sem a an&aacute;lise de seus requerimentos.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Para isso, torna-se imprescind&iacute;vel capacitar a ANM para analisar os requerimentos, de forma a se dispor essas &aacute;reas para o mercado, para que possam, sim, resultar em novas</div> <div style="text-align: justify;">descobertas e, com isso, produzir insumos para ind&uacute;stria, reduzir importa&ccedil;&otilde;es, gerar mais empregos e renda no pa&iacute;s.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Quanto &agrave; conveni&ecirc;ncia de se fazer as ofertas atualmente, em um momento de crise, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas de que o objetivo das ofertas p&uacute;blicas seja o de impulsionar a competitividade e retirar barreiras abrindo-se frentes de &aacute;reas de explora&ccedil;&atilde;o, Nesse sentido, o que for feito agora pode sim gerar perspectivas positivas em rela&ccedil;&atilde;o ao potencial brasileiro de produ&ccedil;&atilde;o mineral.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">N&atilde;o se pode negar o quanto a demora representa atraso para o setor, pelo fato de a regra ter sido institu&iacute;da em 2018 e somente em 2020 ela ter sido efetivamente posta em pr&aacute;tica. Espera-se, no entanto, que o mecanismo de ofertas p&uacute;blicas e leil&otilde;es possa contribuir para promover novas minas no futuro.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">&Eacute; imperioso que, j&aacute; em 2021, haja uma maior efici&ecirc;ncia nas rodadas de ofertas p&uacute;blicas,</div> <div style="text-align: justify;">permitindo que novos editais sucessivamente venham ser publicados com o menor intervalo poss&iacute;vel. O sucesso na atratividade destas rodadas ser&aacute; decorrente da capacidade da ANM de fornecer perenemente aos mercados quantidades expressivas de &aacute;reas para o maior n&uacute;mero de subst&acirc;ncias, principalmente porque os investidores externos s&oacute; vir&atilde;o para o Brasil se houver um fluxo constante de publica&ccedil;&atilde;o de novos editais, que os conven&ccedil;a da estabilidade do sistema.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Deve-se frisar que n&atilde;o se est&aacute; tratando de licita&ccedil;&otilde;es para compras p&uacute;blicas, privatiza&ccedil;&otilde;es, comunica&ccedil;&atilde;o celular ou leil&otilde;es de blocos explorat&oacute;rios de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural. Na maioria das &aacute;reas ofertadas (90%) inexiste a informa&ccedil;&atilde;o sobre a geologia ou dados econ&ocirc;micos hist&oacute;ricos, o que torna a sua valora&ccedil;&atilde;o algo extremamente dif&iacute;cil.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Al&eacute;m disso, todo o conhecimento sobre uma eventual jazida ali existente n&atilde;o lhe garante o direito de explora&ccedil;&atilde;o, pois, ainda dever&aacute; o vencedor cumprir todo processo de outorga mineral e de licenciamento ambiental. Esse fato &eacute; muito importante ressaltar, na medida em que, por ocasi&atilde;o do primeiro edital, questionaram &quot;como se pode vender uma &aacute;rea de lavra por R$10.000,00?&quot;, indaga&ccedil;&atilde;o totalmente descabida e deturpada.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">&Eacute; importante alertar tamb&eacute;m que a aus&ecirc;ncia de interesse &eacute; absolutamente normal. Um volume expressivo de ofertas p&uacute;blicas desertas se justifica at&eacute; mesmo pela aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o geol&oacute;gica ou de conte&uacute;do t&eacute;cnico-econ&ocirc;mico. Isso porque na atividade de minera&ccedil;&atilde;o, para se descobrir uma jazida deve-se, muitas vezes, &quot;varrer&quot; um amplo e irrestrito territ&oacute;rio, em fun&ccedil;&atilde;o da complexidade da g&ecirc;nese das estruturas geol&oacute;gicas desses dep&oacute;sitos minerais, o que dificulta a estimativa do conte&uacute;do mineral de interesse.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">A t&iacute;tulo de compara&ccedil;&atilde;o, entre 1999 e 2013, em 12 rodadas de leil&otilde;es da ANP, foi ofertado um total de 4.042 &aacute;reas, das quais apenas 979 vieram a ser arrematadas, ou seja, menos de 25%. Cabe acrescentar que os leil&otilde;es da ANP foram realizados sobre &aacute;reas pesquisadas pela Petrobras e confirmadas como favor&aacute;veis pela ANP, por meio de m&eacute;todos geof&iacute;sicos e outros m&eacute;todos indiretos de pesquisa. Apesar disso, essa complexidade n&atilde;o fez a ANP abandonar o modelo licitat&oacute;rio, at&eacute; hoje praticado e que pela regularidade dos editais, continua a atrair cada vez mais investidores.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Finalmente, h&aacute; que se ter um modelo econ&ocirc;mico para o setor mineral, que promova uma maior participa&ccedil;&atilde;o e acesso das pequenas e m&eacute;dias empresas. Todo pa&iacute;s de express&atilde;o mineral se desenvolveu de forma significativa com base na preval&ecirc;ncia destas empresas. S&atilde;o empresas que, gerencialmente, s&atilde;o mais flex&iacute;veis em seus objetivos, metas e tomada de decis&otilde;es. Tamb&eacute;m, s&atilde;o bem mais eficientes e racionais em seus custos, pois possuem uma estrutura administrativa enxuta, tendo nas descobertas o seu foco para investir os recursos captados.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Al&eacute;m disso, as pequenas empresas dialogam com as comunidades e superam as restri&ccedil;&otilde;es ambientais de forma mais criativa, direta e objetiva, obtendo, normalmente, as &quot;licen&ccedil;as sociais&quot; muito mais rapidamente. Outra caracter&iacute;stica &eacute; que s&atilde;o mais flex&iacute;veis na busca de financiamento e no acesso ao capital. Por fim, essas empresas n&atilde;o se restringem a atuar exclusivamente em projetos com grandes recursos, e de alta qualidade, ou em jurisdi&ccedil;&otilde;es necessariamente est&aacute;veis. Entendem que se a descoberta for razo&aacute;vel e apresentar alguma vantagem econ&ocirc;mica, o projeto certamente pode ser desenvolvido.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Considerando-se as caracter&iacute;sticas descritas, deve-se tamb&eacute;m destacar que as Juniors</div> <div style="text-align: justify;">companies, diferentemente de quando surgiram, n&atilde;o mais t&ecirc;m o objetivo &uacute;nico de descobrir e vender seus ativos, at&eacute; porque diante da concentra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do setor, as Majors (grandes empresas) s&atilde;o muito exigentes em qualidade e tamanho. Assim, passaram a focar em serem operadoras. Tal mudan&ccedil;a, inclusive, pode ser percebida nas Juniors do Brasil que aqui atuam e operam, tais como a Serabi (mais antiga), Great Panther, Aura, Largo, Harvest, Avanco (Oz), Horizonte, Centaurus, Big River, Verde, Jaguar, Atlantic Nickel, Equinox, Ero Copper, e que hoje empregam milhares de pessoas pelo Brasil.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">Dar celeridade ao processo de disponibilidade de &aacute;reas por meio de ofertas p&uacute;blicas sem d&uacute;vidas &eacute; o maior desafio para a ANM. O setor privado espera que as novas rodadas dinamizem o ambiente de neg&oacute;cios no pa&iacute;s e possam colocar o Brasil na rota dos investimentos em pesquisa mineral, os quais est&atilde;o crescendo a cada dia no mundo e que devem aumentar vertiginosamente no cen&aacute;rio p&oacute;s pandemia.</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;">&nbsp;</div> <div style="text-align: justify;"><em>Lu&iacute;s Mauricio F Azevedo, ge&oacute;logo e advogado, &eacute; presidente da ABPM, Vice Presidente do COMIN da CNI e s&oacute;cio- fundador da FFA Legal.</em></div>