PT|

EN|

FR|

IT|

RU|

ES

Marca :: ABPM

Invest Mining busca atrair financiamento para projetos de mineração no Brasil

Publicada no dia 20 de Setembro de 2022

Invest Mining busca atrair financiamento para projetos de mineração no Brasil

33 projetos foram da primeira chamada e podem receber investimentos para expansão, desenvolvimento e operação de novas minas no país.

Miguel Nery, coordenador da Invest Mining, apresentou durante a Exposibram, a carteira de projetos listados na rede colaborativa que visa atrair investimentos para o setor mineral no país

O mundo tem passado por uma grande transformação, nos últimos anos que atingiu também os players internacionais da mineração. Essas mudanças fizeram com que mineradoras buscassem a diversificação de comodities.

 “O capital deixou de ser especulativo, as empresas que atuam no setor de mineração no Brasil estão mais fortes e maduras,“ avaliou Miguel Nery, gerente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e   Mineração (ABPM) durante apresentação na Exposibram sobre o Invest Mining, a Rede de Investimentos para projetos de mineração, que reúne organizações públicas e privadas em busca de investimentos no setor de mineração no Brasil.

Nery destacou que a chamada pública lançada pela Rede recebeu 33 projetos de empresas interessadas em captar recursos para exploração, expansão, desenvolvimento ou operação de novas minas de várias substâncias como ouro, ferro, bauxita, cobre, terras raras, fertilizantes, além de projetos em fase estudos de viabilidade, prospecção e avaliação de ativo. 

“È necessário viabilizar novos instrumentos de financiamento tornar realidade os vários projetos listados em carteira e que que podem contribuir para diversificar a produção mineral do país,” disse.

 Nery explicou que a Invest Mining defende que uma das alternativas para se criar uma cultura de investimentos em mineração no país, seria incentivar à pesquisa mineral via mercado de capitais, com a criação no Brasil de uma Bolsa de valores de capital de risco na Mineração, a exemplo do Canadá, que há décadas usa esse instrumento para financiar seus projetos.

O próximo passo segundo Nery, será promover encontros entre investidores e empresas que submeteram seus projetos na carteira da Rede.  Estão previstos encontros em Ouro Preto/MG: 30/11 durante o SIMEXMIN) e em São Paulo/SP a ser marcado.  

 

HUB DE PROJETOS

Marcos André Gonçalves, presidente do Conselho Superior da Adimb, ressaltou que embora o Brasil tenha poucos instrumentos de financiamentos, projetos bem estruturados tem mais possibilidade de conseguir investimentos. “Pode até demorar, mas os investimentos vão aparecer,”

Gonçalves avalia que a grande dificuldade de quaisquer projetos de pesquisa hoje, é que ainda são investimentos que envolvem risco. “O investidor vai olhar se esse projeto está organizado, se tem auditória dos big four - grupo das quatro maiores auditorias do mundo: Deloitte, KPMG, EY e PwC - histórico e avaliação entre pares, que são condições essenciais para se atrair investidores”.

Coordenado pela Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB), dentro da Rede Invest Mining, o Hub de projetos tem buscado criar uma carteira de bons projetos em fase de pesquisa mineral capaz de atrair o interesse   de investidores.

De acordo com Gonçalves, a iniciativa do Invest Mining é um êxito pela quantidade de projetos que a chamada pública recebeu, embora tenha ficado claro, a falta de instrumentos para financiamento disponíveis. E de projetos estruturados numa etapa inicial. “Temos boas perspectivas porque estamos nos adiantando a iniciativas que buscam criar novos mecanismos de investimento, pulverizando risco entre diversos mecanismos,e isso vai de encontro aos objetivos da Invest Mining,” disse.

Gonçalves conta que alguns projetos não preenchem requisitos mínimos para captação de recursos. “No caso da Chamada Pública, ficou claro que, em um curto prazo recebemos 33 projetos, mas que, mais ainda mais estudos, e isso é um critério muito importante. O que falta são projetos bem estruturados,” frisou Gonçalves.

Segundo Gonçalves para que país possa ter um ambiente favorável à atração de investimento é importante ter mecanismos de financiamentos, mas também trâmites regulatórios mais ágeis, no que diz respeito a licenças ambientais equacionadas, dando previsibilidade para quem deseja investir.

“Paralelo a tudo isso práticas ESG são transversais a toda cadeia da indústria.  É como a gravidade. Você sabe que existe e é preciso ter boas práticas,” complementa o Gonçalves.

Flávio Moraes da Mota, chefe de Departamento de Indústrias de Base e Extrativa do BNDES, concordou com a avaliação de Marcos Gonçalves, destacando que o Banco tem longa trajetória em financiar projetos de mineração no país e apresentou as principais linhas de financiamento da instituição voltadas para o setor de mineração

Mota afirmou que o BNDES quer viabilizar soluções para adicionar novos investimentos para o desenvolvimento sustentável do setor mineral brasileiro. Para isso, possui linhas de crédito para aquisição de equipamentos, recuperação de áreas degradas, atividades de inovação para apoiar projetos de implantação, expansão, modernização de unidade de beneficiamentos. O painel foi moderado por  Frederico Bedran Oliveira,  sócio do Caputo Bastos e Serra Advogados

Sobre a Invest Mining

A rede é fruto de uma união inédita de organizações das esferas pública e privada, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios na mineração e promover as boas práticas de sustentabilidade, governança e cuidado social. Regida por um estatuto, a rede está aberta à adesão de mais entidades interessadas em participar desse marco, que traz uma mudança fundamental na cultura de investimento em mineração no Brasil.

 Fazem parte da Rede de Financiamento Invest Mining, organizações públicas e privadas.  Participam: bancos; fundos; gestores de ativos e bolsas; representantes da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM); Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB); m de Comércio Brasil-Canadá (BCCC, sigla em inglês); Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Agência Nacional de Mineração (ANM, Serviço Geológico do Brasil e Ministério de Minas e Energia via Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (MME/SGM), além do Instituto Brasileiro de Mineração.

 

Para saber mais sobre a Rede Colaborativa para Financiamento da Mineração acesse www.investmining.com.br